Arraial da Anita e homenagem ao Mestre Felipe

10 08 2008
Arraial da Anita

Arraial da Anita

ARRAIAL DA ANITA em homenagem a Mestre Felipe
Foliões do Garibaldis e Sacis, coreiros e coreiras, batuqueiros e batuqueiras de Curitiba.

Nossa tradicional festa junina acontecerá nos dia 16 e 17 de agosto e será muito especial pois homenagearemos Mestre Felipe, do tambor de criola do Maranhão.

Dia 16 sábado a partir das 15 horas ali no Brasileirinho,
na frente do Conservatório de MPB

Vamos preparar as bandeirinhas, estandartes e enfeites da nossa festa. Leve cola, papel, fitas, retalhos, idéias de desejos
Depois, bem que podia rolar um cacuriá, um forrozinho, um côco, quem se habilita??
Dia 17 domingo as 17 hs tem missa pra Mestre Felipe na igreja de nossa senhora do rosário, no largo da ordem em frente ao cavalo babão. Logo em seguida tem tambor na frente da igreja.
ATENÇÃO coreiros e coreiras, o tambor começa as 18 horas mes-mo!!! Seria muito legal se todos que dançam e tocam tambor aqui em Curitiba pudessem participar da missa tbm.

Mestre Felipe
Conhecimentos ancestrais que com genialidades soube dialogar com a juventude, terras bem lavradas, semeadas e cultivadas pela paixão aos tambores e pela fé na alegria!
“A ê coreiras, ê coreiros ôôôô
Mestre Felipe é que é Onça
É onça pra botar tambor”
Acolhe São Benedito e entrega com todo amor
Seo Felipe cantador , de mãos firmes no tambor
eternamente ao Nosso Senhor!
Itaercio Rocha

Contamos com a presença de todos para homenagear Mestre Felipe, lembrando que quem faz a festa somos nós por isso doces, salgados, bolos, cachaça, sucos, flores e etc são bem vindos!





Oficinas do Terreirão

10 08 2008
oficinas do terreirão

oficinas do terreirão

Espaço Cultural Terreirão do Mundaréu


O Terreirão do Mundaréu é um espaço cultural que tem como proposta abrigar atividades sobre a arte do povo do Brasil e outras artes e ciências em geral. É a sede do grupo, local de ensaio e onde são ministradas oficinas regulares do Mundaréu e de seus integrantes. Além de oficinas, neste espaço o grupo oferece ao público em geral: visita orientada junto ao acervo, visita monitorada para escolas, apresentações, festas e eventos.

OFICINAS:


Voz na Arte do Povo do Brasil

Experimentar a voz como acontece na Arte do povo do Brasil – em rodas de cirandas, cocos e cacuriás, em palhaçadas de bois-bumbás, falas de Reis do Congo, em gritos de cazumbás – investigando por timbres de terreiros, quadras e manguezais, vozes urbanas e campezinas, das feiras, festas e carnavais.

Professores: Grupo Mundaréu – Melina Mulazani, Thayana Barbosa, Itaercio Rocha e Daniella Gramani.
Coordenação: Itaercio Rocha

Início: 27 de agosto de 2008
Término: 26 de novembro de 2008
sempre às quartas-feiras
das 18:30 às 21:00 horas

Custos:
R$: 150,00 (parcela única) ou 3 vezes de R$: 60,00

inscrições e informações:
(41) 3079-8408 (Terreirão) 9203-7315 (Melina)
mundareu@mundareu.com.br

-

Consciência Corporal
Ministrante: Itaercio Rocha

Início: 02 de Setembro de 2008
Término: a definir
Terças e quintas das 18:00 às 19:30hs

Custos:
R$: 65,00 (para duas aulas por semana)
R$: 40,00 (para uma aula por semana)

Inscrições e informações:
(41) 3079-8408 (Terreirão) 9113-6827 (Itaercio)
mundareu@mundareu.com.br

-

Bordando e Cantando

Nos canaviais, engenhos, colheitas, cidade, nas margens dos rios o canto sempre esteve presente, embalando a labuta e aliviando a dor. O trabalho, por mais simples ou mais pesado que seja, faz-se melhor se ritmado ao som de uma cantiga. Assim a oficina “bordando e cantando” abre a roda com seu balaio de cantigas, e oferece um espaço de experimentação e criação através do bordado e da cantoria.

Ministrantes: Thayana Barbosa e Itaercio Rocha

Início: 04 de Setembro de 2008
Término: a definir
Quintas das 19:30 às 21:00hs

Custos:

R$: 40,00 (mensal)

Inscrições e informações:
(41) 3254-3856 (Thayana) / 9113-6827 (Itaercio)
mundareu@mundareu.com.br

-

Grupo Capoeira Angola Resistência e Arte
Segundas, quartas e sextas das 19:30 às 21:30hs

Percussão
Quintas das 21:00 às 22:00hs

Ministrante:
Carlinhos Ferraz
Iniciou seus estudos com a capoeira em 1989 em Olinda (PE), no Centro esportivo Gunga Mestre Sapo. Logo depois fundou o Grupo Capoeira Angola Mãe em Curitiba. Em 1997, é reconhecido como treinél por seu mestre. Participou do grupo de dança frevo capoeira e passo, Olinda Pernambuco, neste mesmo ano participa como musico e dançarino do espetáculo musical, nau catarineta, dirigido por Erasto Vasconcelos , apresentando-se em vários eventos de Pernambuco. Desde então ensina a arte da Capoeira Angola para vários alunos em Curitiba, desenvolvendo um trabalho de 5 anos em centros acadêmicos da UFPR, comunidades e escolas de arte.
Idealizador do Projeto Resgatando a Capoeira Angola, é um dos fundadores do Grupo Resistência e Arte, desenvolve um trabalho misturando o coco de roda, o frevo, o samba e a capoeira , é rabequeiro e compositor do grupo jangada ligeira.

Informações sobre preços e inscrições:
Carlinhos (41) 9169 8384 / 3352 1528





A Barca em Curitiba

10 08 2008

A Barca vem a Curitiba novamente neste mês trazendo várias atividades, confira!

Barca1

Barca1

Barca2

Barca2

Oficina Roda de Música / Música de Roda
Dia 28 de Agosto das 19:00 às 22:00hs
Dia 29 de Agosto das 14:00 às 17:00hs

Local: Espaço Cultural Terreirão do Mundaréu
Inscrições: 1 hora antes

Documentário Sete Curtas
Dia 29 de Agosto de 2008 às 18:30hs
Local: Cinemateca de Curitiba – Rua Carlos Cavalcanti, 1174

Show Trilha
Dia 30 de Agosto de 2008 às 21:00hs
Local: Guairinha – Rua XV de Novembro, 971

Informações:
www.barca.com.br
contato@barca.com.br

A Barca nasceu em 1998 de uma reunião de amigos em torno de idéias como viagem, música popular, Brasil e Mário de Andrade. Partindo da reflexão sobre o fazer artístico e suas responsabilidades estéticas e sociais, realiza um trabalho abrangente de criação de espetáculos, documentação, arte-educação e produção cultural. O estudo do modernista levou o grupo a mergulhar em várias das incontáveis músicas populares do Brasil e estabelecer alguns laços particulares. Foi assim com o Maranhão e com o Pará, onde a Barca esteve pela primeira vez em 1999, conhecendo gêneros como o carimbó, tambor de mina, mangaba e boi-bumbá, que junto com pesquisas do grupo em outros estados e anotações dos livros de Mário, integrariam o primeiro show e CD do grupo, Turista Aprendiz, lançado em 2000.

O segundo CD, Baião de Princesas, foi gravado com a participação de uma comunidade afro descendente de São Luís (MA), a Casa Fanti-Ashanti. Lançado em 2002, o CD enfoca o repertório tradicional de um ritual desta casa. Tendo o espaço da arte como centro deste diálogo, o encontro dessa comunidade tradicional com artistas contemporâneos traz o risco e a graça do improviso e da experimentação, a troca e a descoberta de uma terceira via para o fazer musical,

De dezembro de 2004 a fevereiro de 2005, o grupo A Barca viajou mais de 10.000 km por 9 estados brasileiros. Do Pará a São Paulo, realizando o projeto Turista Aprendiz, que visitou cerca de 30 cidades, desde quilombos e aldeias indígenas até periferias das grandes capitais, passando por pequenas cidades ribeirinhas, litorâneas e sertanejas. Além de movimentar a cultura local oferecendo opções de educação e entretenimento com a realização de shows e oficinas, registrou cerca de 40 comunidades ou artistas da tradição popular, reunindo um imenso acervo que inclui 300 horas de áudio e vídeo e 6 mil fotos, mostrando uma cultura popular exuberante e vigorosa, em que o talento dos artistas e a vitalidade dessas tradições revelam diversidade e identidade em um Brasil contemporâneo.

A caixa Trilha, Toada e Trupe, novo trabalho do grupo, reúne o melhor destes registros em dois CDs dedicados aos grupos e artistas regionais. O terceiro CD traz gravações da Barca em estúdio e faixas ao vivo gravadas nos shows da viagem com participações desses grupos. Por fim o DVD Turista Aprendiz apresenta a experiência toda da viagem num registro poético guiado mais uma vez por Mário de Andrade. A Barca agora apresenta o resultado deste projeto, realizando shows, oficinas e exibindo o documentário, aprofundando o diálogo iniciado com os artistas e comunidades tradicionais, propondo a descoberta de um novo caminho, no qual limites como cultura erudita e popular, tradição e contemporaneidade, sagrado e profano, devoção e diversão se desfazem. É preparar ouvidos, vozes, pés e coração para trilhar conosco este caminho.





Mestre Felipe – Cultura Popular maranhense perde um dos seus mais importantes representantes

10 08 2008
Mestre Felipe

Mestre Felipe

Mestre Felipe ( 1924 – 2008 )


Cultura Popular maranhense perde um dos seus mais importantes representantes

Os grupos de Tambor de Crioula do Maranhão e do Brasil estão de luto pelo falecimento do compositor, instrumentalista e percussionista Felipe Neres Figueiredo, o Mestre Felipe. Ele morreu aos 84 anos, na última sexta-feira (18 de julho), em São Luís, e seu sepultamento foi realizado neste domingo (dia 20), em São Vicente de Férrer, cidade natal do artista.

O Mestre

Um dos maiores representantes da cultura popular maranhense, Mestre Felipe nasceu em 1924, no norte do estado, a cerca de 75 km da capital. Foi um dos fundadores e presidente da Associação Folclórica e Cultural Tambor de Crioula União de São Benedito, que reúne cerca de 35 integrantes. Em São Luís, organizou grupos de coreiros que são destaques em festejos populares e apresentam-se durante todo o ano nas festas de pagamentos de promessa, de São Benedito, de São João e no Carnaval.
Durante duas décadas, trabalhou com o Laboratório de Expressões Artísticas do Maranhão (Laborarte), transmitindo para as novas gerações a arte de tocar tambor por meio de oficinas e, atualmente, era responsável pela formação de percussionistas. Com coreiros da sua turma gravou várias toadas, que estão reunidas em um CD lançado em 1998, o primeiro a registrar composições de Tambor de Crioula do Maranhão.
Em 2002, Mestre Felipe gravou 11 composições de sua autoria e o CD faz parte da coletânea sobre Tambor de Crioula, que inclui um vídeo e dois outros CDs gravados pelos Mestres Leonardo e Seu Chico. Em março deste ano, lançou Jandaia – Peixe do Fundo, seu terceiro e último trabalho fonográfico.

Tambor de Crioula
A manifestação da cultura popular maranhense foi registrada, no ano passado, no Livro das Formas de Expressão do Patrimônio Cultural Imaterial brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Além da inscrição, também passou a contar com o seu memorial, a Casa do Tambor de Crioula, instalada em uma antiga fábrica no centro de São Luís.
O Tambor de Crioula – envolvendo dança circular, canto e percussão – tem sua origem ligada à resistência cultural dos negros e de seus descendentes. O dia 6 de setembro é a data consagrada para celebrar essa tradição da cultura do Maranhão, uma das mais belas da região Nordeste do país. Atualmente, no estado, existem mais de sessenta grupos catalogados.

Extraído de matéria vinculada no site do Ministério da Cultura em 21 de Julho de 2008.